02 ago

PAIS: NÃO BASTA PATROCINAR, TEM QUE PARTICIPAR

Eliene Rodrigues

Está em voga os jovens fazerem vestibular em diversas faculdades optando, na maioria das vezes, por carreiras diferentes. Na tentativa de ajudar, os pais embarcam nessa aventura, patrocinando a variedade de cursos de matérias isoladas e de inscrições para o “festival” de vestibulares.

 

Uma das consequências dessa maneira aleatória de fazer a escolha profissional é a evasão da universidade, que atinge o índice de 20,9% em todo o País. Além dos danos para o estudante, a prática gera uma penalidade social, na medida em que a perda financeira para os cofres públicos é da ordem de 9 bilhões. Essa situação exige mudanças, o que inclui a participação dos pais e especialmente dos educadores.

 

É frequente os pais adotarem atitudes silenciosas como sinal de respeito à liberdade de decisão dos filhos. Alguns sugerem escolhas provisórias, alegando que o jovem dispõe de tempo para repensar. Outros afirmam que estarão dispostos a apoiar qualquer decisão, contanto que o filho seja feliz.

 

Essas reações evidenciam o que já se considera um sintoma social: o temor dos pais, e dos adultos em geral, de dizer o que pensam, de estabelecer os limites, de dizer não e assumir, sem culpa, posições que contrariam o discurso da atualidade. Esse discurso cultua a liberdade individual associada à aposta fantasiosa na capacidade do jovem de agir sozinho, reservando aos pais apenas o lugar do patrocínio do bem-estar e dos prazeres que o dinheiro compra.

 

Muitas das dificuldades vividas pela instituição milenar a que chamamos de família estão relacionadas — vale destacar — ao cenário socioeconômico alicerçado na cultura do consumismo, no qual o compromisso primordial das pessoas é com o prazer que a aquisição de determinados bens materiais proporciona e com a exibição da bela aparência.

 

Envolta nos valores dessa cultura, há uma geração carente de referências norteadoras pronta para reproduzir modelos massificantes e apaziguar suas inquietações no universo lucrativo dos excessos de entretenimento. Os pais custeiam tudo o que o mercado dita, imaginando que não podem frustrar, apenas buscar na face do filho a felicidade que não experimentaram na sua idade. Questionar as verdades impostas passou a ser secundário.

 

Nesse contexto, legitimar escolhas profissionais provisórias é um modo de reforçar as aparências. Sem se aperceberem, os pais estão contribuindo para fortalecer a ideia de que a aprovação no vestibular é o suficiente, não é preciso planejar o futuro, tampouco ter responsabilidade com as escolhas.

 

Pais e educadores têm o grande desafio de desenvolver a consciência crítica dos seus filhos e educandos. Sem culpa e sem nostalgia, podem e devem desnivelá-los, reconhecendo a singularidade de cada um, estimulando-os, desde cedo, a assumir suas diferenças, a expressar o que pensam para que possam falar em nome próprio e se implicar nos percursos e projetos de vida, dentre os quais se inclui a construção do seu projeto profissional.

sexta-feira , 02 de ago, 2013 Categoria : Pais

DEPOIMENTOS

Escolher que profissão seguir não é tarefa fácil, especialmente sozinho. Ótimos métodos, boa temática de avaliação, boa dinâmica nos encontros, consultora muito gente boa e ajudou bastante.

 

 

Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

“Sou psicólogo e psicanalista, moro em Caruaru. Trabalhei doze anos numa escola particular de classe média nessa cidade. Fiz o curso da Trajeto e saí com um projeto que atendia à minha realidade e necessidade  institucional.

Fiz grandes amizades e trocas de experiências com diversos profissionais de outras escolas e realidades, o que enriqueceu o meu repertório de ação e intervenção junto à minha clientela. Super recomendo o curso. É uma equipe competente e comprometida. Obrigado a todos pela formação!”

Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

HISTÓRICO

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