02 ago

OS PAIS DEVEM OPINAR

Sílvia Gusmão

Todos reconhecem a força dos pais na hora de os filhos escolherem a profissão. Apesar dessa importância, eles costumam ficar como observadores silenciosos, temendo exercer uma influência prejudicial. No entanto, ao contrário do que imaginam, sua ausência deixa os jovens ressentidos e desorientados. Este é um dos motivos de discussões entre profissionais, tendo sido, recentemente, objeto da pesquisa de uma monografia elaborada por alunos de um colégio particular do Recife.

 

Os estudantes entrevistados afirmaram o desejo de que seus pais se envolvessem no processo de suas escolhas profissionais, explicitando o que pensam, assim como, disseram preferir sua pressão por determinada escolha, à omissão deles.

 

Esta é mais uma de tantas outras comprovações já realizadas por especialistas da área acerca da dificuldade de os pais, hoje, assumirem o lugar de referência. Isso quer dizer autorizar-se a opinar, fazer interdições, sem culpa; não atender a todas as demandas; exigir, sem fantasiar que estão traumatizando.

 

Atualmente, observa-se o predomínio da inversão dos lugares, na qual os pais são reféns atordoados a pagarem como pena o patrocínio de tudo o que possa representar satisfações imediatas, sem poder pedir nada em troca.

 

Essa realidade é uma das evidências da falta de legitimidade social das figuras de autoridade, um dos problemas do mundo contemporâneo, que acontece por várias razões: a) a substituição do saber e do poder divino pelo discurso acéfalo da ciência e da tecnologia, cujos avanços causam a ilusão de que tudo é possível, inclusive fecundar e reproduzir sem relação sexual; b) a incidência dos valores capitalistas sobre a constituição de uma nova economia psíquica, que atrela o reconhecimento pessoal e social à aquisição de bens materiais; c) a prioridade atribuída à autoridade parental conferida pelo saber jurídico em detrimento da autoridade dos pais.

 

Nesse contexto, a nova economia psíquica comporta, também, novas patologias e novos sintomas sociais, como, por exemplo, aumento da violência e da delinquência, dos estados-limites, abusos sexuais e incestos, distúrbios alimentares, toxicomanias.

 

Pais, educadores, especialistas, adultos em geral devem se autorizar a discutir essas questões e assumir posições que possam gerar mudanças norteadoras. Traumático é deixar o lugar de autoridade vazio e não fazer valer a experiência, transmitir o que aprendeu com escolhas de sucesso e de fracasso e, especialmente, dar testemunho de que é preciso não abdicar da capacidade de pensar e refletir para escolher.

sexta-feira , 02 de ago, 2013 Categoria : Pais

DEPOIMENTOS

Escolher que profissão seguir não é tarefa fácil, especialmente sozinho. Ótimos métodos, boa temática de avaliação, boa dinâmica nos encontros, consultora muito gente boa e ajudou bastante.

 

 

Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

“Sou psicólogo e psicanalista, moro em Caruaru. Trabalhei doze anos numa escola particular de classe média nessa cidade. Fiz o curso da Trajeto e saí com um projeto que atendia à minha realidade e necessidade  institucional.

Fiz grandes amizades e trocas de experiências com diversos profissionais de outras escolas e realidades, o que enriqueceu o meu repertório de ação e intervenção junto à minha clientela. Super recomendo o curso. É uma equipe competente e comprometida. Obrigado a todos pela formação!”

Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

HISTÓRICO

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