02 ago

O EQUÍVOCO DAS “CERTEZAS”

Sílvia Gusmão

Tem sido uma realidade cada vez mais comum o crescente número de universitários que procuram orientação profissional para repensar o curso que estão fazendo. Chama-nos a atenção, porém, o fato de explicarem o equívoco sob a alegação de terem decidido de modo “fechado” na ocasião do primeiro vestibular. Ou seja, escolheram aferrando-se a uma certeza inabalável, sem terem disponibilidade interna para fazer qualquer reflexão a respeito do assunto ou para investigar a profissão de interesse, nem se permitindo escutar qualquer intervenção externa.

 

Esses casos evidenciam uma cilada em que profissionais e pais costumam embarcar: acreditar que o filho (ou aluno), quando diz já saber o que quer, demonstra a atitude de alguém decidido, mesmo que, ao ser indagado, não saiba fundamentar a razão da escolha. Na verdade, essas decisões motivadas por serem “sonhos de criança”, porque se gosta ou se admira, sem justificativas mais balizadas, são posições defensivas. E isso não ocorre por acaso.

 

Nessa etapa da vida, são diversas as mudanças vivenciadas pelos adolescentes, desde as transformações corporais até a relação com os pais, os pares e o mundo. Para se proteger das inquietações decorrentes desse turbilhão interno, os jovens costumam recorrer a um modo onipotente de funcionar, onde dúvidas e inseguranças são negadas. Nesse sentido, a definição profissional, como um dos aspectos que marca a entrada no mundo adulto, é “arrastada” nesse tumulto.

 

Escolher o projeto profissional é um processo exigente. Disso, não há como escapar. Portanto, escolas, educadores e pais devem ficar alerta para não fazer aliança com a defesa dos adolescentes. Questioná-los sobre o porquê da escolha, instigá-los a pensar, convocá-los a buscarem informações realistas sobre as profissões e o mercado de trabalho pode ser um primeiro e fundamental passo.

sexta-feira , 02 de ago, 2013 Categoria : Estudantes

DEPOIMENTOS

Escolher que profissão seguir não é tarefa fácil, especialmente sozinho. Ótimos métodos, boa temática de avaliação, boa dinâmica nos encontros, consultora muito gente boa e ajudou bastante.

 

 

Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

“Sou psicólogo e psicanalista, moro em Caruaru. Trabalhei doze anos numa escola particular de classe média nessa cidade. Fiz o curso da Trajeto e saí com um projeto que atendia à minha realidade e necessidade  institucional.

Fiz grandes amizades e trocas de experiências com diversos profissionais de outras escolas e realidades, o que enriqueceu o meu repertório de ação e intervenção junto à minha clientela. Super recomendo o curso. É uma equipe competente e comprometida. Obrigado a todos pela formação!”

Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

HISTÓRICO

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