02 ago

NÃO EXISTE A ESCOLA IDEAL

Sílvia Gusmão

Das escolas brasileiras que costumam ficar no topo do ranking de desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sabemos que a maioria funciona em tempo integral, utiliza horas extras para estimular áreas do conhecimento como música ou arte, além das atividades que articulam o conteúdo teórico à vivência dos alunos. Muitas adotam um projeto pedagógico que instiga o raciocínio lógico, a reflexão crítica e a capacidade do estudante de criar soluções diante de situações novas. Essas condições são sustentadas por um corpo docente que se diferencia tanto pela competência quanto pela maior disponibilidade de horas de trabalho dedicadas à instituição.

 

Apesar desse diferencial, não podemos dizer que essas escolas sejam as melhores para qualquer aluno. Se ao padrão de excelência corresponder um nível de exigência generalizado, esse modelo poderá produzir dificuldades psicopedagógicas significativas ou agudizar aquelas que já existem, podendo atingir o ápice da inibição do aprendizado.

 

Na prática, o excesso de exigência por padrão de excelência aguça a competição interna, valoriza quem se destaca, enquanto gera sentimento de menos-valia, em particular no caso dos alunos considerados medianos, portadores de necessidades especiais ou daqueles que, por outras razões, não demonstram a performance esperada. O que pode ser um desafio estimulante para alguns, para outros poderá ser núcleo da instabilidade emocional que bloqueia o desempenho escolar.

 

Por isso, é fundamental família e escola caminharem juntas. Essa trajetória será mais ou menos bem-sucedida a partir da escolha da escola. A melhor é aquela com a qual a família se identifica, no que se refere aos valores que transmite, aos ensinamentos formais e às mensagens para a vida.

 

Ter clareza dessa escolha beneficia a aliança entre os pais e a escola e reforça sua orientação, e não a briga ou a atribuição à escola de todas as dificuldades geradas pela escolha. É o caso, por exemplo, da opção por colocar o filho numa escola rígida porque não sabe dar limites. Na prática, surgem atritos da família com a instituição escolar tão logo o filho se depare com eles dentro dela. Em outros casos, os pais reagem mal ao tomarem conhecimento das notas baixas do filho numa escola escolhida por ser exigente. Ou ainda cobram do colégio investimento em iniciativas cujo foco seja a preparação dos seus alunos para o vestibular (formação de turmas específicas para o ITA, o curso de Medicina…), quando a proposta pedagógica não é essa.

 

Esses exemplos apontam que não existe escola ideal. A decisão dos pais no momento de considerar a mais adequada para educar seu filho não deve ser baseada apenas em critérios objetivos, pois a dissonância entre o que eles esperam e o projeto da escola costuma gerar mais problemas para todos do que se constituir em uma aposta satisfatória.

sexta-feira , 02 de ago, 2013 Categoria : Pais

DEPOIMENTOS

Escolher que profissão seguir não é tarefa fácil, especialmente sozinho. Ótimos métodos, boa temática de avaliação, boa dinâmica nos encontros, consultora muito gente boa e ajudou bastante.

 

 

Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

“Sou psicólogo e psicanalista, moro em Caruaru. Trabalhei doze anos numa escola particular de classe média nessa cidade. Fiz o curso da Trajeto e saí com um projeto que atendia à minha realidade e necessidade  institucional.

Fiz grandes amizades e trocas de experiências com diversos profissionais de outras escolas e realidades, o que enriqueceu o meu repertório de ação e intervenção junto à minha clientela. Super recomendo o curso. É uma equipe competente e comprometida. Obrigado a todos pela formação!”

Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

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