02 ago

INFORMAÇÃO NÃO É CONHECIMENTO

Eliene Rodrigues

Diferentes significados e funções foram atribuídos ao conhecimento ao longo da História. Na Antiguidade clássica, a busca da sabedoria e satisfação pessoal era associada à atividade intelectual e especulação filosófica. Antes das instituições formais de ensino, garantir a apropriação do saber era compromisso dos tutores e mestres, responsáveis pela educação e formação profissional dos jovens.

 

Na Idade Média, o ensino primava pela qualidade do raciocínio e do pensamento. Os alunos eram convocados a discutirem com mestres e convidados ilustres. Nessa época, professores e alunos que reagiam ao monopólio do saber pela Igreja Católica formaram as corporações, que deram origem às primeiras universidades, onde se lecionavam Artes (estudos de formação geral), Direito, Medicina e Teologia. É curioso notar que, assim como a consistência da formação, as tendências profissionais não eram negligenciadas.

 

A relação entre conhecimento, crescimento individual e satisfação pessoal sofreu um corte em meados do século XVIII, em parte com o advento da Revolução Industrial, que deu origem a uma nova ordem social, distanciando o homem de sua capacidade de pensar, agir, produzir e trabalhar com autonomia. Restringir o acesso ao conhecimento era imperativo para controlar ideias, apropriar-se da força de trabalho e manter a obediência cega àqueles que detinham o poder sobre o capital e o trabalho.

 

A alienação do homem diante da vida social e do trabalho se estendeu pelos séculos XIX e XX. Hoje, na era do conhecimento, ela adquire outra face. Torna-se mais atraente apostar na ilusão de que os avanços da ciência e da tecnologia resolverão todos os problemas da humanidade do que retomar a relação com o conhecimento interrompida no século XVIII.

 

São inegáveis as implicações estruturais provenientes da evolução da ciência e da tecnologia. No mundo inteiro, a rede de inteligência é considerada força motriz da economia, fator indissociável do sucesso e do progresso. Daí o investimento intelectual ser tratado como prioridade estratégica para as organizações. Peter Drucker afirma que a produção e distribuição de informação e conhecimento assumirão lugar central na economia do século XXI. Mas alerta que é preciso agregar inovação aos produtos e serviços para ser vitorioso. A pertinência dessa afirmação já se evidencia por meio do desaparecimento de empresas gigantes e do surgimento de outras que delineiam seu tamanho especialmente pela capacidade de transformar conhecimento em bens e produtos.

 

A sobrevivência de profissionais e organizações no mercado exige competência para lidar com transformações crescentes e aceleradas. Mas não basta dominar sistemas sofisticados de informação, investir em recursos tecnológicos e em marketing. É preciso articular um conjunto de conceitos, recursos e mecanismos que integram ciência, tecnologia e educação. E mais: distinguir informação e conhecimento.

 

Informação resulta de operações lógicas que orientam a coleta, o tratamento e a divulgação de dados organizados de maneira potencialmente significativa. Moeda de aceitação mundial, pode ser matéria-prima do conhecimento, mas, como é possível ser reproduzida em massa, pode ser utilizada como bem comum ou simplesmente mercadoria. Diferentemente, o conhecimento resulta de um conjunto de argumentos e explicações que interligam e conferem significado às informações. Depende da singularidade, ou seja, do valor agregado pelas pessoas, da capacidade de elaboração, de reflexões críticas e das interpretações particulares.

 

Portanto, o desafio de transformar capital intelectual em vantagem competitiva exige compromisso com a educação e com a construção de referências que confiram valor ao estudo e à solidez da formação. Infelizmente, estamos assistindo a práticas como colagem de informações em forma de retalhos retiradas da internet ou mesmo compra de trabalhos, monografias e teses. Conhecimento e competência são hoje considerados ativos estratégicos. Todavia, é impossível assegurá-los por meio do simples acesso à informação e à tecnologia.

sexta-feira , 02 de ago, 2013 Categoria : Conhecimento e inovação

DEPOIMENTOS

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Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

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Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

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