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FRUSTRAÇÃO FAZ BEM

Sílvia Gusmão

Em julho de 2011, um artigo publicado pela jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum na revista Época teve forte repercussão em blogs e nas redes sociais por tocar em um dos sintomas que caracterizam o mundo atual. Embora o tema não seja novo, o texto aponta com agudeza e clareza como a juventude de hoje, embora mais bem qualificada, é mais despreparada para a vida.

 

Surge, destaca a jornalista, “uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos. Pais e filhos têm pago caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração, um fracasso”.

 

Vale lembrar que isso é um fenômeno da sociedade contemporânea, em que os pais acreditam ilusoriamente garantir a felicidade dos filhos atendendo a todas suas demandas e protegendo-os das obrigações e dos interditos, próprios da vida social. Esquecem que crescer implica lidar com perdas e frustrações e exige, especialmente, esforço. O excesso de proteção terminou eliminando a noção de responsabilidade e de necessidade de lidar com as próprias falhas. O resultado é a infantilização de uma geração que não dispõe de recursos psíquicos para enfrentar dificuldades.

 

Na escola, são visíveis os efeitos. Hoje, por exemplo, é comum, quando um aluno tira uma nota baixa, os pais questionarem e pressionarem os professores, em vez de cobrarem dos filhos que prestem satisfações pela nota. De modo similar se comporta a família quando o filho perde um jogo ou se envolve num conflito entre colegas. Toma partido cegamente, queixa-se, briga com os profissionais, retirando dos filhos a oportunidade de aprenderem a suportar perdas e se defenderem.

 

Também ressoam no ambiente de trabalho. A geração que entra no mercado, frequentemente vista como inquieta, volátil e imediatista, sempre em busca de novas oportunidades para demonstrar seu talento, é a mesma que suporta mal qualquer contrariedade, desligando-se facilmente da empresa ao seu menor confronto.

 

Assim, o que parece ser uma vantagem dessa geração — desejar mais que salários —, pode se constituir uma desvantagem se olharmos a rotatividade nos empregos sob o prisma de uma incapacidade de lidar com as inevitáveis dificuldades da vida.

sexta-feira , 02 de ago, 2013 Categoria : Pais

DEPOIMENTOS

Escolher que profissão seguir não é tarefa fácil, especialmente sozinho. Ótimos métodos, boa temática de avaliação, boa dinâmica nos encontros, consultora muito gente boa e ajudou bastante.

 

 

Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

“Sou psicólogo e psicanalista, moro em Caruaru. Trabalhei doze anos numa escola particular de classe média nessa cidade. Fiz o curso da Trajeto e saí com um projeto que atendia à minha realidade e necessidade  institucional.

Fiz grandes amizades e trocas de experiências com diversos profissionais de outras escolas e realidades, o que enriqueceu o meu repertório de ação e intervenção junto à minha clientela. Super recomendo o curso. É uma equipe competente e comprometida. Obrigado a todos pela formação!”

Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

HISTÓRICO

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