19 ago

A FEBRE DOS CONCURSOS PÚBLICOS

Sílvia Gusmão

Nas duas últimas décadas, a promessa de um emprego estável, bem remunerado e com curtas jornadas de trabalho fez dos concursos públicos o objetivo profissional de milhões de brasileiros. A febre dos concursos que vigora atualmente acarretou o surgimento e crescimento dos cursos especializados em preparação para essas vagas — que não são poucas.

 

A cada ano essa febre vem ganhando mais adeptos e, atualmente, são cerca de 3 milhões de brasileiros tentando aprovação, o que leva os candidatos a gastarem em média 10 mil reais na preparação, além de uma dedicação praticamente exclusiva aos estudos por bastante tempo. Mas vale a pena pensar: “Será que os benefícios com o cargo público conquistado compensam o investimento financeiro e de tempo despendido?”. O que se observa é que, em inúmeros casos, a resposta é não.

 

Muitos embarcam nessa empreitada às cegas. Inscrevem-se para vários concursos e entram no que são aprovados. Há carreiras, como Direito, Contabilidade e Administração, que estão mais associadas a diversos cargos nas instituições públicas. Hoje em dia, entretanto, é muito comum encontrar arquitetos, psicólogos, sociólogos, dentre outros, que se sujeitam a exercer funções muito distantes de sua formação; de nível técnico, por exemplo. Assim, o que parece ser a melhor opção corre o risco de se constituir numa cilada, cujo resultado é a insatisfação tão logo adquiram êxito no seu objetivo.

 

Os efeitos desse desencanto, todos sabemos. Em pouco tempo, passa-se de um profissional impregnado de elevadas expectativas para um desestimulado, que investe pouco na qualidade do que faz. Problema grave que atinge, principalmente, a sociedade. Esse impasse, aliado a outros fatores como ineficiência na gestão e burocracia, responde por alguns dos principais entraves da administração pública: o descompromisso e a morosidade do serviço prestado à população.

 

Por isso, ao futuro “concurseiro”, vale uma recomendação: antes de apostar, é importante discriminar se a decisão de entrar nesse grupo resulta de uma análise cuidadosa em que se averigua a sintonia das atividades que irá desempenhar no cargo visado e da realidade da instituição ao seu perfil ou se a opção é baseada apenas na busca da sonhada estabilidade a qualquer preço. Aí, talvez, neste último caso, não seja vantajoso entrar na corrida.

segunda-feira , 19 de ago, 2013 Categoria : Encarando o mercado

DEPOIMENTOS

Escolher que profissão seguir não é tarefa fácil, especialmente sozinho. Ótimos métodos, boa temática de avaliação, boa dinâmica nos encontros, consultora muito gente boa e ajudou bastante.

 

 

Morgana Herdle

Morgana Herdle
depoimentos de estudantes

“Sou psicólogo e psicanalista, moro em Caruaru. Trabalhei doze anos numa escola particular de classe média nessa cidade. Fiz o curso da Trajeto e saí com um projeto que atendia à minha realidade e necessidade  institucional.

Fiz grandes amizades e trocas de experiências com diversos profissionais de outras escolas e realidades, o que enriqueceu o meu repertório de ação e intervenção junto à minha clientela. Super recomendo o curso. É uma equipe competente e comprometida. Obrigado a todos pela formação!”

Maurício Ramos
depoimentos de profissionais

HISTÓRICO

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